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Irradiando política, acirrando conflitos

Publicado: Terça, 11 de Abril de 2017, 13h29 | Acessos: 911

Coordenadora: Ana Maria Ribeiro de Andrade

Resumo

O tema deste projeto está circunscrito ao campo da história da tecnologia e das ciências nucleares – entendido como as áreas das engenharias, das ciências da terra e das ciências exatas voltadas para a produção de conhecimentos e desenvolvimento de métodos, técnicas, processos e artefatos para produzir ou utilizar a energia nuclear –, bem como aos campos da política nacional e de relações internacionais.

O projeto tangencia assuntos que estão sempre na ordem do dia: os embates políticos entre atores, instituições e nações; as controvérsias técnico-científicas; os acordos internacionais; os acidentes nucleares e a ação dos ambientalistas; a política internacional, as pressões dos Estados Unidos e a atuação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A atualidade das questões deixa evidente a importância de analisar o papel da energia nuclear e o processo rumo à autonomia nuclear do Brasil.

A pesquisa contempla a história de instituições brasileiras de fomento à ciência e tecnologia, além daquelas exclusivas do setor nuclear, a atuação de atores da história da física, química, geologia e engenharias, incluindo gestores e militares que se dedicaram à política nuclear ou à produção de conhecimento na área. Como o projeto se enquadra na corrente da história social da ciência e tecnologia, a análise não pode prescindir de conhecimentos procedentes da história econômica, das relações internacionais e militar, como é fundamental o domínio de informações técnicas sobre tecnologia nuclear.

Na análise estão inseridas a criação e atuação do CNPq no setor nuclear, igualmente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), seus institutos de pesquisa e indústrias associadas, entre 1945 a 2006. As balizas cronológicas coincidem, de um lado, com os conflitos acirrados entre o Brasil e os Estados Unidos em torno da exportação de minerais radioativos; do outro, com a produção industrial de urânio enriquecido, que deu lugar a novo contencioso entre os dois países. Evidentemente, têm destaque alguns marcos tradicionais dessa história: a política nuclear de Getulio Vargas, o Acordo Nuclear Brasil– Alemanha, a inauguração das centrífugas e até mesmo a introdução dos relógios atômicos no Brasil.

Muitos documentos de relevância para o estudo deste tema encontram-se sob a guarda do MAST – tais como o Arquivo do CNPq e os arquivos pessoais de Bernhard Gross, Joaquim da Costa Ribeiro, Witold Lepecki, Hervásio de Carvalho, Alexandre Giroto, Henry Lins e Barros e de Mario Amoroso Anastacio –, fato que contribuiu para a escolha do tema desse projeto.
Entre os resultados parciais do projeto encontram-se, além de palestras, capítulos de livro e artigos, o livro A opção nuclear. 50 anos rumo à autonomia nuclear (MAST, 2006) e a exposição Energia Brasil (MAST, 2005-2006).

 

Equipe

Ana Maria Ribeiro de Andrade (coordenadora)

 

 

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