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A conquista do mundo natural e a colonização da América (XVI-XVIII)

Publicado: Terça, 11 de Abril de 2017, 13h29 | Acessos: 4460

Coordenadora: Heloisa Meireles Gesteira

Resumo

O conhecimento acerca das possessões ultramarinas tornou-se imprescindível para garantir a permanência das novas sociedades que se constituíram a partir do processo de colonização da América pelos europeus. Controlar as informações, a partir das condições de navegação até as características das diversas regiões, identificando suas peculiaridades físicas e climáticas, assim como descobrir novas espécies da flora e da fauna, foram práticas que possibilitaram o estabelecimento das novas sociedades no continente americano desde o início de sua ocupação pelos portugueses e espanhóis, seguidos pelos franceses, ingleses e neerlandeses. Esse conhecimento era produzido por homens com formações diversificadas: cosmógrafos, cartógrafos, geógrafos, teólogos, filósofos naturais, comerciantes, médicos e missionários, para citar o mínimo.

Desde o século XV, os registros sobre as novas descobertas, bem como as informações sobre a natureza americana, faziam parte dos relatórios, cartas e roteiros produzidos por diversos agentes envolvidos com expansão portuguesa. A ocupação e a conquista do Novo Mundo implicaram na utilização de mecanismos de dominação por parte dos agentes envolvidos com a expansão e na construção de novas sociedades. Um desses mecanismos foi coletar e controlar as informações geográficas das áreas anexadas. Desde a localização e habitantes, até as características e potencialidades da fauna, da flora e dos recursos naturais americanos.
Considera-se que o modelo presente na História Natural desempenhou um papel relevante no processo de incorporação da América ao universo sócio-cultural da Europa. Nesta pesquisa, há referências aos estudos ainda marcados pela influência de Aristóteles e pela História Natural de Plínio, nos quais eram reunidas observações relativas ao que chamamos hoje astronomia, geografia, meteorologia, botânica, zoologia e etnografia.

O escopo central deste projeto pesquisa é desenvolver estudos que analisem o papel da produção de conhecimento astronômico e de história natural inseridos no processo de colonização e conquista do continente americano entre os séculos XVI e XVIII. Entre as práticas científicas, a astronomia aparece como um saber privilegiado e acredita-se que o envio de cartógrafos e astrônomos para o ultramar conjugava-se com as estratégias estatais de controlar e conhecer as potencialidades das terras distantes transformando-as em territórios ultramarinos.


Equipe

Heloisa Meireles Gesteira (coordenadora); Luiza Nascimento de Oliveira (bolsista PCI - MCTI/ MAST); Jefferson Alves dos Santos (mestrando PPGHIS - MAST/ Unirio); Débora Adriana Pereira (bolsista PIBIC - CNPq/ MAST)

 

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