Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > História da Ciência > Projetos de pesquisa > História da exploração científica dos recursos naturais no Brasil
Início do conteúdo da página

A fronteira na história da antropologia

Publicado: Terça, 11 de Abril de 2017, 13h29 | Acessos: 1329

Coordenadora: Priscila Faulhaber

Resumo

No presente projeto, pretende-se voltar a atenção à temática dos “objetos fronteiriços” em história da antropologia e história da ciência, a partir do exame de fundos documentais do arquivo do Conselho de Fiscalização das Expedições Artísticas e Científicas no Brasil, depositado no Museu de Astronomia e Ciências Afins. Tal exame conduz a indagações sobre aspectos da delimitação do campo da Antropologia Social no Brasil. Trata-se de analisar o problema em sua singularidade histórico- antropológica no exame de “objetos fronteiriços” na história da antropologia como o “contato interétnico” e a produção da etnografia indígena.

Volta-se a atenção, em termos específicos, à antropologia de objetos tangíveis coletados por Curt Nimuendajú e depositados em instituições centenárias como o Museu Goeldi e o Museu Nacional. Entende-se aqui que tais “objetos fronteiriços” recebem interpretações diferentes de acordo com os referenciais teóricos e metodológicos de quem lida com eles, tendo também significados distintos em diferentes mundos sociais, ainda que interconectados, considerando aqui as intersecções entre o mundo acadêmico e o mundo dos índios Ticuna. A identificação de tais objetos é estabelecida mediante diferentes modos de classificação que se intersectam em campos de forças. A definição de critérios de classificação sempre irá envolver escolhas, uma vez que toda taxionomia implica um pressuposto teórico implícito.

O presente trabalho visa ainda a contribuir para a discussão sobre a antropologia do clima a partir do exame das interpretações Ticuna sobre imagens de determinados corpos celestes, o que implica uma atualização da monografia de Curt Nimuendajú sobre estes índios. A reconstituição do céu durante viagens de Nimuendajú permite correlacionar as figuras presentes na iconografia e nos relatos míticos com determinadas áreas celeste. A antropologia do clima inclui a comparação entre registros do passado e registros atuais, considerando as narrativas e discursos sobre o impacto das mudanças climáticas globais sobre as estratégias de subsistência dos índios e outras populações da Amazônia hoje.


Equipe

Priscila Faulhaber Barbosa (coordenadora); Fernanda Tibau (bolsista PCI - MCTI/ MAST); Roberta Dittz (bolsista PIBIC - CNPq/MAST); Isabella Khaled Poppe (bolsista PIBIC - CNPq/MAST)

 

Financiamento

CNPq - Programa de Produtividade em Pesquisa; CNPq/CAPES - Auxílio à Pesquisa; FAPERJ.

 

Site

Revista de Antropologia
v. 56, nº 1, 2013

Outras publicações
Local Knowledge, Global Stage
Los científicos y su quehacer

 

Voltar

registrado em:
Fim do conteúdo da página