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A expansão da Estrada de Ferro D. Pedro II e as associações técnico-científicas

Publicado: Terça, 11 de Abril de 2017, 13h29 | Acessos: 3335

Coordenador: Pedro Eduardo Mesquita de Monteiro Marinho

Resumo

Este projeto faz parte de uma pesquisa mais ampla intitulada “Ampliando o Estado Imperial: os engenheiros e a organização da cultura no Brasil oitocentista”, cujo objetivo imediato é analisar como se constituíram historicamente os engenheiros civis, suas relações profissionais e políticas, relacionando-os ao processo de complexificação da formação social brasileira ao longo da segunda metade do século XIX. Propõe-se, desta maneira, contribuir para uma análise relativa a uma espécie particular de ação e produção de saberes, no caso a engenharia civil, num determinado recorte cronológico quando, de um lado, estava em jogo a consolidação institucional de engenheiros em agremiações com suas práticas e regras específicas e, de outro, o processo pelo qual determinados campos do saber foram se constituindo, diferenciando-se e adquirindo autonomia.Esse duplo movimento possibilitou o acesso dos engenheiros civis a postos de direção significativos junto à sociedade política brasileira.

Outro aspecto subjacente ao objetivo geral refere-se ao estudo do campo de ação da engenharia e dos engenheiros na sociedade brasileira na segunda metade do século XIX. Para tanto, no presente projeto, partimos da análise do processo de implantação, expansão e funcionamento da Companhia Estrada de Ferro D. Pedro II e sua relação com associações técnico-científicas contemporâneas. A principal perspectiva é compreender o papel das grandes obras de infraestrutura consolidadas ao longo da segunda metade do século XIX dos pontos de vista econômico, político e cultural.

Trata-se, portanto, de um projeto de pesquisa cujo objetivo mais amplo é estudar as condições sociais em que se deram a introdução, a adaptação e a produção da tecnologia das estradas de ferro no Vale do Paraíba no período histórico indicado.

O corpo de fontes que dá sustentação a essa pesquisa é como este projeto pretende sugerir, de composição variada e implica uma abordagem eminentemente relacional, envolvendo documentação de caráter diverso. Entretanto, tem sido prioridade a compilação de fontes primárias – muitas delas inéditas no campo da história. Dentre elas, encontram-se os Anais do Primeiro Congresso de Estradas de Ferro do Brasil, realizado em 1882, cuja análise possibilitou a publicação dos primeiros resultados do projeto (MARINHO, Pedro Eduardo Mesquita de Monteiro. Porta-vozes em uma era de incertezas: o Clube de Engenharia e a concepção de uma Inspetoria Geral das Estradas de Ferro. Revista Brasileira de História da Ciência, v. 3, n. 2, p. 170-183, jul./dez. 2010).

Na atual etapa da pesquisa, realiza-se a compilação e análise dos Relatórios da Diretoria da Companhia da Estrada de Ferro de D. Pedro II (1856-1889). Este e outros conjuntos de fontes primárias, ainda pouco estudadas, serão disponibilizados para outros pesquisadores.


Equipe

Pedro Eduardo Mesquita de Monteiro Marinho (coordenador); Magno Fonseca (bolsista PCI - MCTI/ MAST); Maísa Braga (bolsista PIBIC - MAST/ CNPq)

 

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