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Recursos naturais entre a prática científica e os saberes tradicionais

Publicado: Terça, 11 de Abril de 2017, 13h29 | Acessos: 3318

Coordenadora: Heloisa Maria Bertol Domingues

Resumo

Este projeto propõe fazer uma história social das práticas científicas sobre recursos naturais, originalmente de conhecimento e uso das populações indígenas. Diz respeito à relação que as ciências, tais como a botânica, a química e também a etnologia, estabelecem com os conhecimentos tradicionais. O período da análise abrange o século XX, notadamente o período compreendido entre a 1ª Guerra Mundial e as décadas imediatas à 2ª Guerra Mundial, quando os conhecimentos tradicionais começavam a ser vistos como racionalidade própria de um grupo social. Significativo desse fato foi o surgimento da preocupação em legislar sobre as populações indígenas, com a finalidade de integrá-las à nacionalidade, porém na condição de tutelados e aculturados. Desde a criação do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), em 1910, até a recente legislação sobre patrimônio genético – Convenção sobre a Diversidade Biológica (CBD), estabelecida na reunião das Nações Unidas realizada no Rio de Janeiro, em 1992, com o objetivo de assegurar a diversidade biológica, utilizar de forma durável seus elementos e dividir de forma equitável as vantagens decorrentes da exploração dos recursos genéticos – quantas mudanças teriam ocorrido na definição e no lugar social ocupado pelos detentores dos conhecimentos tradicionais?

A pesquisa analisa a ação dos cientistas no contexto social e as condições de produção de ciências, com ênfase na etnologia, na botânica e química, e, ao mesmo tempo, visa analisar o conhecimento e o uso de certos produtos naturais por parte de populações tradicionais. A análise permite interpretar as transformações temporais das relações estabelecidas entre cada um desses campos de saber com as culturas tradicionais.

Sendo a Região Amazônica o nicho mais significativo das relações científicas entre culturas diferentes, no Brasil, é a região privilegiada nessa pesquisa. Em última instância, o projeto trata da história das relações entre diferentes culturas e da construção de conhecimento e suas implicações sociais. Alinha ainda a inquietações científicas atuais que, trazidas do passado, hoje constituem a fronteira da busca pela sustentabilidade ambiental.

Entre os resultados parciais do projeto, destacam-se:
DOMINGUES, Heloisa M. Bertol, KLEICHE-DRAY, Mina, PETITJEAN, Patrick (org). História das substâncias naturais, saberes tradicionais e química. Amazônia e América Latina. Rio de Janeiro: Museu de Astronomia; Paris: Institut de Recherche pour le Dévelloppement, 2012.

DOMINGUES, Heloisa M. Bertol. A botânica amazônica de Adolpho Ducke: entre a química e os conhecimentos tradicionais. In: DOMINGUES, Heloisa M. Bertol, KLEICHE-DRAY, Mina, PETITJEAN, Patrick (org.). História das substâncias naturais, saberes tradicionais e química. Amazônia e América Latina. Rio de Janeiro: Museu de Astronomia; Paris: Institut de Recherche pour le Dévelloppement, 2012. p. 109-144.

A química e o Dicionário de Botânica (Multimídia)


Equipe

Heloisa Maria Bertol Domingues (coordenadora); Lucimeire da Silva Oliveira (bolsista PCI - MAST/ MCTI); Ana Carolina Monay (bolsista PIBIC - CNPq/ MAST)

 

Financiamento

CNPq – Edital Universal 2011-2013

 

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