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A construção e formação de coleções museológicas

Publicado: Segunda, 10 de Abril de 2017, 16h20 | Acessos: 2479

Coordenador: Márcio Rangel (MAST)

Resumo

O projeto tem por objetivo analisar a construção e a formação de coleções museológicas, relacionando-as com os aspectos políticos, econômicos e sociais dos diferentes períodos em que foram produzidas.

O ato de colecionar realça os modos como os diversos fatos e experiências são selecionados, reunidos, retirados de suas ocorrências temporais originais, e como eles recebem valor duradouro em um novo arranjo. A coleção teoricamente contém o que merece ser guardado, lembrado e entesourado. No mundo moderno os museus são instituições pragmáticas que colecionam, salvam e preservam aquilo que foi lançado aos “estragos” da modernização. Os objetos museológicos podem ser compreendidos como objetos no museu e na “organicidade” das coleções, onde foram desprendidos de suas funções originais.

A nova relação com o presente se faz com associações estreitas com o seu semelhante, isto é, o objeto que compõe a mesma coleção insere-se na categoria complementar ao quebrar sua mera existência na cadeia produtiva econômica e ao dotar-se de uma aura no espaço museológico.

A falta de uma concepção clara do que possui valor histórico, artístico e científico, do que pode ser considerado patrimônio, também deve ser visto como um elemento determinante na heterogeneidade de algumas coleções. Este aspecto chama a atenção para o fato de que estes bens pertencem, enquanto signos, a sistemas de linguagens distintas: à arquitetura, às artes plásticas, à musica e à ciência. Cada um desses sistemas tem, por sua vez, suas especificidades e seu modo próprio de funcionamento enquanto código. Além disso, esses bens cumprem funções diferenciadas na vida econômica e social.

Ao pesquisarmos a construção e a formação de coleções museológicas (históricas, artísticas e ou científicas) estaremos simultaneamente analisando os personagens, grupos e instituições que as formaram. Há princípios atrás da organização aparente dessas coleções que podem reproduzir valores, ideologias e modelar narrativas.


Equipe

Márcio Rangel (coordenador); Cláudia Penha dos Santos (MAST); Marcus Granato (MAST); Maria Lucia N. de Matheus Loureiro (MAST); Mário de Souza Chagas (IBRAM), Tania Dominici (MAST).


Parcerias

Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO, Universidade do Porto (PT).


Financiamento

CNPq (edital ciências sociais aplicadas, bolsa de produtividade 2)

 

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