Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página
Últimas notícias

Muito além do seu mundinho: um olhar espacial

  • Publicado: Quarta, 06 de Setembro de 2017, 17h36
  • Acessos: 540

Já pensou em observar Júpiter? E os anéis de Saturno? Ou quem sabe dar a sorte de ver a passagem da Estação Espacial Internacional? O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) propõe aos visitantes uma viagem ao espaço. Dessa vez nada de livros ou imagens na internet. As quartas-feiras e sábados a partir das 17h30 acontece no museu a Observação do Céu com lunetas modernas e em uma luneta muito especial, por ser centenária. A atividade é gratuita, aberta ao público e acontece quando o céu não está nublado


O Astrônomo do MAST Eduardo Penteado explicou como a observação do céu ajudou a humanidade a entender os fenômenos que acontecem ao nosso redor. “Observando através do telescópio conseguimos ver o anel de Saturno. Se bem que Júpiter é muito mais interessante porque podemos ver as 4 luas galilianas. Isso se elas estivem em uma posição favorável a nós. Às vezes as luas podem estar escondidas atrás do planeta. Elas foram vistas pela primeira vez por Galileu, o que foi um importante avanço para a humanidade. Ele descobriu que existiam outras coisas girando envolta de outras coisas. Até então se acreditava que a Terra era o centro do Universo”, disse o astrônomo.
O MAST tem em seu acervo três lunetas usadas apara a observação do céu. A Luneta 21 de três metros de comprimento que fica em uma cúpula no ponto mais alto do Campus em São Cristóvão, um telescópio Meade e um Celestron. Todos esses equipamentos são usados para ver Júpiter, Saturno, aglomerados de estrelas, a Lua e mais o que tiver visível no céu durante a atividade.
Eduardo ainda falou sobre as condições para ver o céu e sinalizou que a distância que o astro está da Terra interfere na forma que o visualizamos. “Pelo telescópio conseguimos ver a Lua com mais detalhes, as formações geológicas e às vezes o “X” (formação rochosa que lembra a letra X) porque ela está mais perto. Tudo depende do tempo. Se tiver risco de chuva ou chovendo não abrimos as lunetas”, contou ele.
Durante a atividade os pesquisadores do museu explicam o “Céu do mês” através do software Stellarium. Nessa plataforma podemos ver o céu em qualquer dia, tanto no presente, passado ou futuro. A estagiária Camila Camarinha contou que cada palestra traz uma novidade sobre o Universo para o público. “Explicamos o que vamos ver durante a observação do céu e falamos sempre alguma curiosidade, como por exemplo: Na última vez falamos sobre o Cruzeiro do Sul e também como podemos nos orientar pelas estrelas”, disse Camila.

registrado em:
Fim do conteúdo da página