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Acervo do MAST compõe mostra pelos 190 anos do ON

Museu de Astronomia disponibilizou objetos para a exposição que celebra a criação e a história do Observatório Nacional.

  • Publicado: Quarta, 22 de Novembro de 2017, 11h18
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Para continuar a celebrar os seus 190 anos, o Observatório Nacional (ON) realiza a mostra “Observatório Nacional – 190 anos: uma viagem no tempo e no espaço”, que acontece de 23 de novembro de 2017 à 25 de fevereiro de 2018, no Museu Histórico Nacional. A exposição também é resultado da parceria com o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), que disponibilizou alguns objetos que compõe seu acervo oriundo do ON, e contempla a história de diferentes áreas de pesquisa e atividades desenvolvidas pela instituição desde o século XIX.

A escolha do local é uma volta às origens. Quando o Brasil ainda vivia seus primeiros anos como país independente, D. Pedro I determinou a criação do Observatório Nacional, para prestar serviços e constituir as bases científicas para a jovem nação. A primeira sede do então Observatório Astronômico foi na Ladeira da Misericórdia, no extinto Morro do Castelo, onde hoje se encontra o Museu Histórico Nacional.

"Queríamos celebrar estes 190 anos fazendo essa exposição. O Museu Histórico Nacional foi escolhido porque faz parte do conjunto arquitetônico onde foi criado o ON.Estamos voltando ao local onde ele nasceu". declarou João Carlos Costa, Diretor da instituição. Ele ressaltou que muita gente o questionou sobre o motivo de se fazer uma exposição num momento em que há problemas de cortes no orçamento da ciência brasileira. "Não adianta somente pedir dinheiro ao Governo Federal. É preciso mostrar à sociedade para quê esse recurso financeiro serve. Nós temos que divulgar à população o que fazemos e a importância de se manter o apoio aos institutos de pesquisa. Essa exposição é um exemplo de luta para mostrar à sociedade a importância dos institutos do MCTIC.",

A exposição vai apresentar os marcos institucionais ao longo da história do ON e também as atuais pesquisas realizadas pela instituição, que é referência mundial nas áreas de astronomia, geofísica e metrologia em tempo e frequência. O MAST contribuiu com a mostra disponibilizando alguns objetos como luneta, sextante, barômetro e um marco geográfico, que ajudam a enriquecer e a compor a trajetória do ON ao longo de sua existência, que é uma viagem no tempo e no espaço.

"O MAST nasceu e é a própria história do ON. O museu está instalado em sua antiga sede e guarda importante acervo de astronomia que veio do Observatório. Nossa contribuição direta para esta exposição são os instrumentos históricos, além dos textos de nossos pesquisadores que abordam e dão ênfase a esta rica história do ON.", contou Heloisa Bertol Domingues, diretora do MAST". Ela destacou a importância da exposição, pois a mostra conta as importantes participações do ON que fazem parte da história mundial e também brasileira: "O observatório tem destaque no cenário mundial, a exemplo da determinação da paralaxe solar durante a observação da passagem do planeta Vênus pelo disco do Sol, e também a localização e demarcação do local onde foi construído o Distrito Federal. Temos que comemorar essa história, esses 190 anos, e nos prepararmos para celebrar com mais ênfase os 200 anos desta importante instituição", encerrou.

 

 


Heloisa Bertol Domingues (MAST) e João Carlos Costa (ON)


O MAST e o ON não apenas dividem o mesmo conjunto arquitetônico e paisagístico e o acervo (tombado como patrimônio) e parte de suas instalações no Campus. As instituições compartilham também a história da ciência e da tecnologia, valorizando as práticas, a produção e a circulação do conhecimento.


Confira abaixo os objetos do MAST que vão estar expostos na mostra:

Placa Marco Geográfico (Séc. XX): Marco com as coordenadas do Imperial Observatório no Morro do Castelo, no Rio de Janeiro. A latitude e a longitude inscritas foram determinadas por comissões do Departamento Naval norte-americano, entre 1878 e 1879, tendo como referência o observatório de Greenwich. Em 1909, os astrônomos do Observatório, Henrique Morize e Domingos Costa, repetiram essas medições.

 

Trânsito (William E. & Lewis E. Gurley): Instrumento semelhante a um teodolito usado por agrimensores e engenheiros, em especial para determinar o tempo exato da passagem de um corpo celeste pelo meridiano. É utilizado também para medir ângulos horizontais em levantamentos topográficos. Provavelmente foi utilizado pela Comissão Exploradora do Planalto Central, que determinou os limites do Brasil com a Guiana Francesa em 1898. Informação não consta da base.

Sextante (Etienne Lorieux, A. Hurlimann): Utilizado para medir distâncias angulares. Empregado na navegação astronômica para medir a altura de um corpo celeste, podendo ser utilizado em terra com o auxílio de um horizonte artificial. Foi utilizado por Augusto Tasso Fragoso, chefe da Brigada que determinou em 1892 as coordenadas do vértice NW do quadrilátero de Cruls, na atual cidade de Brasília.

 

 

 

Luneta Astronômica (Carl Zeiss Jena, Alemanha): Utilizada para observações astronômicas.

 

 

 

Cronômetro de Marinha (Ulisse Nardin Le Locle, Suíça): Instrumento utilizado para indicar e medir intervalos de tempo com exatidão. Cronômetros desse tipo foram utilizados durante muito tempo na determinação dos instantes de ocorrência dos fenômenos astronômicos.

 

 

 

Cronômetro de Algibeira (Ulysse Nardin Le Locle e Genève, Suíça): Utilizado para indicar e medir o tempo com exatidão

 

 

 

Pêndula com Campânula (M. Hipp Neuchatel - Suiça): Pêndula utilizada como padrão para regular outros relógios.

 

 

 

Magnetômetro (G. Fontain - França): Instrumento utilizado para medir a intensidade de componentes do campo magnético da Terra, além da declinação magnética.

 

 

 

Barômetro Aneróide Altímetro: Utilizado para medir a pressão atmosférica e a altitude.

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