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Meninas e Mulheres presentes na Ciência

Museu de Astronomia abrigou simpósios, mesas redondas e atividades sobre a participação das mulheres na ciência e estimular o interesse de estudantes para a pesquisa científica

  • Criado: Sexta, 24 de Agosto de 2018, 16h10
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Foi um sucesso a série de eventos internacionais ligados à temática Mulheres na Ciência, realizados nos dias 21 e 22 de agosto pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) em parceria com a Academia Brasileira de Ciências, a Rede Interamericana de Academias de Ciências (IANAS) e o Escritório Regional da Academia Mundial de Ciências, para a América Latina e Caribe (TWAS-LACREP). O evento Promoting Gender Equity in Science reuniu cerca de 60 participantes de diferentes estados brasileiros e de mais de 20 países, foram debatidas relevantes questões sobre a participação feminina nas ciências, além da divulgação de importantes iniciativas no setor.

A cerimônia de abertura, na manhã de terça-feira (21) no Auditório do Observatório Nacional (ON), contou com as participações de Anelise Pacheco, Diretora do MAST, João dos Anjos, Diretor do ON, Marcia Barbosa, Diretora da Academia Brasileira de Ciências e organizadora do evento. "Foram apresentados projetos fabulosos de pesquisadoras de todo o país, que estão trabalhando nas escolas com meninas e ensinando com energia e paixão pela ciência. Com isso, vamos estimular mais meninas a serem cientistas", afirmou Marcia Barbosa. A Diretora do MAST, Anelise Pacheco acrescentou: "Agradeço imensamente a Marcia Barbosa pela escolha do MAST para abrigar este evento. Nestes 33 anos de fundação, o Museu de Astronomia segue a vocação dele, desde que foi criado por Ronaldo Mourão, que é a divulgação científica".

Meninas no Museu

O MAST esteve representado entre os temas relevantes com o projeto Meninas no Museu, em que 7 alunas do ensino médio participaram entre julho de 2016 e dezembro de 2017 do programa, que preparou as meninas para serem mediadoras em museus de ciências; e também do projeto Dia das Meninas no Museu, que desde 2015 já atendeu mais de 500 estudantes em quatro edições. A astrônoma Patrícia Spinelli, apresentou os detalhes do projeto no Simpósio: "O Dia das Meninas no Museu é um projeto que atua na questão de gênero na segregação horizontal, tentando fazer com que mais meninas  se interessem por carreiras das ciências exatas, computação, tecnologias, engenharia, matemáticas e etc.", contou. Além das mesas de debates realizadas no Auditório do ON, houve no MAST a atividade interativa Meninas na Ciência: Aventura no Museu, entre o fim da tarde de terça (21) e a manhã de quarta (22). Nesta ação, 16 alunas do Colégio Estadual Olavo Bilac tiveram uma experiência de imersão em ciência, tanto do ponto de vista tecnológico como do lúdico.

Iniciativas de destaque

Vários estudos de casos e iniciativas mereceram destaque no evento. Uma delas é o programa ELAS nas Exatas, parceria do Fundo Social ELAS com o Instituto Unibanco, a Fundação Carlos Chagas e a ONU Mulheres, que visa a aproximar meninas das ciências exatas e tecnologias. Outro destaque entre as explanações foi o projeto Contando Nossa História: Negras e Negros nas Ciências, Tecnologias e Engenharias no Brasil, que reúne no portal de internet Negrastem, um banco de dados sobre o histórico de personagens negros que contribuíram para as ciências exatas, da terra e os vários campos da engenharia no Brasil. Também chamou a atenção a apresentação do Aplicativo Nina, capaz de rastrear e monitorar o assédio em transportes urbanos e em áreas de risco, que já se encontra em operação em Natal (RN) e está em implantação em Fortaleza (CE).

Palestras inspiradoras

Também se apresentaram neste painel a professora Ida Vanessa Schwartz, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e membro da Academia Brasileira de Ciências - sobre o programa Parent in Science, que aborda o impacto dos filhos na carreira científica de mulheres e homens - e a geofísica Valéria Cristina Barbosa, pesquisadora do ON - sobre as dificuldades de gênero, principalmente nas Ciências da Terra. Ela abordou desde a história da primeira astrônoma do Brasil, Yeda Veiga Pereira, que trabalhou no Observatório Nacional na década de 1950, até o panorama atual da participação feminina nas ciências no Brasil. Baseada em dados do CNPq, Valéria mostram que, em 2018, do total de bolsistas de Produtividade em Pesquisa na área de Geofísica, 83,8% são homens e 16,2% mulheres.

O Promoting Gender Equity in Science abordou uma série de estudos e pesquisas que ajudam a quebrar paradigmas e compreender os motivos da pouca participação das mulheres nas áreas de exatas. A iniciativa trouxe inúmeros exemplos, experiências e perspectivas sobre as barreiras de gênero. Eventos como esse ajudam a refletir e repensar, por exemplo, a forma de oferecer uma educação mais igualitária sem distinção de gênero. Isso pode inspirar as novas gerações, a exemplo da pequena Isabel de 6 meses, que vai ter a oportunidade no futuro de escolher e ser o que ela quiser.

Clique AQUI e veja as fotos do evento.

 

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