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Eclipse solar deixará boa parte dos EUA na escuridão

Fenômeno astronômico também será visível em alguns estados do Norte e do Nordeste do Brasil

  • Publicado: Sexta, 18 de Agosto de 2017, 14h35
  • Última atualização em Sexta, 18 de Agosto de 2017, 14h40

Um "sol negro" vai fazer o dia virar noite na próxima segunda-feira (21/08), quando um eclipse solar cobrir boa parte do território dos Estados Unidos. O fenômeno, que é um dos eventos astronômicos mais observados da história, vai acontecer entre 16 e 18horas, no horário de Brasília, e também poderá ser visto parcialmente por quem mora nas regiões do Norte e do Nordeste do Brasil.

Considerado como o grande eclipse solar pelos americanos, o eclipse vai provocar uma queda repentina da temperatura, quando o satélite projetar a sua sombra sobre o astro solar, encobrindo-o totalmente, e fazendo com que todo o disco solar fique oculto pelo lunar. De acordo com o astrônomo e Coordenador de Educação em Ciências do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), o fenômeno será muito proveitoso para realizar medições científicas e estudar a coroa solar, uma estrutura que envolve o Sol composta por gases.

“Só é possível observar essa estrutura em eclipses totais quando a Lua encobre completamente o disco. A Coroa Solar é curiosamente muito mais quente do que a própria superfície visível do Sol. Existem satélites que observam essa estrutura de forma artificial, mas estudá-la da Terra é um conforto muito grande, além de podermos usar equipamentos maiores", disse Eugênio.

Os eclipses da Lua e do Sol acontecem duas vezes por Ano. O da Lua, cerca de duas semanas antes, ou depois, do eclipse do Sol. "Infelizmente para nós brasileiros, um eclipse solar total só acontecerá em 12 de agosto de 2045. Até lá teremos outros eclipses que poderemos ver de forma parcial, como este do dia 21 de agosto. Em 2019 acontecerá um eclipse parcial que poderá ser visto do Rio de Janeiro”, revelou Eugênio Reis.

O astrônomo explica que, olhar diretamente para o Sol é muito perigoso e pode danificar a vista, pois filtros caseiros não oferecem a proteção que nossos olhos precisam. Eles podem dar uma falsa ideia de segurança, porque a intensidade da luz do Sol diminui. No entanto, o perigo está nos raios infravermelhos que queimam a retina. "É importante lembrar para a população que é muito perigoso, mesmo durante um eclipse parcial. Existem maneiras de observar o Sol indiretamente, por projeção ou filtros especiais de observação. O melhor é acompanhar o eclipse através de sites que farão transmissão ao vivo, como o da agência espacial norte-americana (NASA), por exemplo”, orientou.

Além de ser um espetáculo astronômico impressionante, o fenômeno é uma oportunidade para popularizar a astronomia e engajar as pessoas.

Está em cartaz no MAST até o dia 31 de outubro deste ano a exposição:

Entre Eclipses e Cometas: ciência, política e humor na Primeira República. São charges publicadas pela revista O Malho entre 1906 e 1918, que relacionam a astronomia à política.

Local: Biblioteca Henrique Morize,

Horário de visitação: de segunda a sexta, das 9h às 17h.

Entrada Gratuita!

Clique e saiba mais sobre essa exposição: http://informast.mast.br/index.php/2017/08/03/entre-eclipses-e-cometas/

 

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