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Inclusão e acesso ao conhecimento no MAST

Estudantes com deficiência visual foram recebidos com técnicas para adaptação tátil aos conteúdos de astronomia

  • Criado: Quinta, 04 de Abril de 2019, 16h13
  • Acessos: 178

Em um mundo repleto de imagens e informações visuais, é preciso desenvolver estratégias e iniciativas de inclusão das pessoas com deficiência visual que permitam o acesso ao conhecimento. Foi pensando nisso que o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) adaptou parte do seu conteúdo para receber os alunos do sexto ano do ensino fundamental do Instituto Benjamin Constant. Com uma proposta educativa, o MAST construiu modelos didáticos táteis para auxiliar os alunos com perda total ou parcial da visão a conhecer o Universo de maneira interativa e divertida.

Com um material especial, desenvolvido para ser tocado, as crianças descobriram planetas, Sistema Solar e constelações. A  interação da equipe da Coordenação de Educação em Ciências do MAST (COEDU) permitiu que os alunos assimilassem, de maneira lúdica e divertida, alguns conceitos de astronomia com o auxílio dos objetos, tendo em vista as grandes habilidades com o tato das crianças.

Pensando na inclusão de alunos com baixa visão e cegos, a equipe da COEDU realizou pesquisas e adaptou seu conteúdo utilizando materiais adequados que ajudaram a suprir a falta da visualização dos objetos. Levando em conta as possibilidades de adaptação do material, o conteúdo foi elaborado para que as crianças pudessem desenvolver o fascínio pela astronomia por meio do tato, com a representação didática adaptada de um modelo do sistema solar em escala de volume e distância, e de placas com representações de constelações.

"Os conceitos abordados na visita fazem parte da trilha educativa oferecida pelo MAST. A equipe desenvolveu adaptações para possibilitar uma melhor compreensão dos conceitos pelos estudantes. Nossa equipe se reuniu para discutir sobre os materiais que poderiam ser utilizados e a forma como se daria a visita. Em seguida confeccionamos os materiais que utilizamos na mediação.", explicou Flávia Requeijo, Chefe do Serviço de Educação do MAST. Os estudantes também visitaram a exposição Estações do Ano: a Terra em movimento, onde  puderam individualmente manusear os modelos interativos e verificar a inclinação do eixo da Terra.

"Para estimular os alunos, um sistema solar em escala usando bolas de isopor, massa de modelar e miçangas foi especialmente elaborado. "No Sistema Solar em Escala do MAST utilizamos barbantes como guias entre o Sol e os planetas para que os estudantes pudessem caminhar e perceber as distâncias entre os mesmos". Na exposição, os alunos puderam perceber os movimentos do nosso planeta por meio de um modelo tridimensional da Terra com o eixo de rotação imaginário", contou Flávia.

A inclusão do deficiente visual pela educação é fundamental para a melhora da autoestima. A professora do Instituto Benjamin Constant, Patrícia Ignácio da Rosa, ficou entusiasmada com a recepção no MAST e feliz em ver que o conteúdo contempla um trabalho com deficientes visuais.

"Dentro do nosso trabalho, na parte de ciência, abordamos os assuntos que estão na sociedade com humanidade. E esses temas têm que chegar aos alunos também, então fazemos algumas adaptações e adequações para o que não pode ser percebido visualmente, o que é complicado por conta da patologia, X os miniaturiza e explica de forma diferente ou se associa e leva essas crianças à instituições como o MAST, para trabalhar os assuntos de uma maneira diferente."

A professora relatou ainda que um dos problemas decorrentes nas instituições e museus a falta de acessibilidade. "Existem várias informações que estão nestes espaços culturais, mas que não dão acesso ao deficiente visual. Esse é um problema, ainda mais quando trabalhamos com conteúdos e conceitos macroscópicos. As crianças não têm acesso, pois esses espaços possuem televisores com documentários, filmes, agora os aparelhos interativos, mas tudo muito visual. Para eles fica difícil, pois os alunos entram nesses espaços, escutam apenas a fala do outro e não têm contato com o material apresentado. A proposta aqui no MAST é diferente, os alunos são protagonistas do conhecimento, pois eles interagem com o material oferecido, mexem e percebem os modelos, conhecem a questão da grandeza e da proporção apresentada nos objetos.  Daqui, vamos pra sala de aula, observar e conversar o que ficou dessa experiência. tenho certeza que o museu vai marcar a vida desses alunos."

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